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Guia de educação financeira

Educação financeira: o guia completo para começar

Educação financeira é aprender a lidar com o dinheiro para decidir melhor hoje e viver com mais tranquilidade amanhã. Este guia mostra o caminho em oito etapas, na ordem em que costuma funcionar, com dados do Banco Central, da CVM e da OCDE, um glossário e as fontes oficiais gratuitas.

Publicado em 5 de outubro de 2026 · Atualizado em 5 de outubro de 2026

Neste guia
  1. O que é educação financeira
  2. Por que importa: o retrato do Brasil
  3. A política pública: a ENEF
  4. As 8 etapas, na ordem certa
  5. Erros comuns de quem está começando
  6. Educação financeira nas escolas, para crianças e adolescentes
  7. Glossário: 15 termos que você vai encontrar
  8. Fontes oficiais gratuitas para continuar estudando
  9. Como o Theros ajuda a pôr isso em prática
  10. Fontes e referências
  11. Perguntas frequentes
Resposta rápida: educação financeira é o conjunto de conhecimentos e hábitos que permitem pagar as contas, ter reserva para imprevistos, guardar para os seus projetos e se sentir seguro com o dinheiro. O caminho, na ordem: 1) descobrir para onde vai o dinheiro; 2) montar um orçamento; 3) sair das dívidas caras; 4) formar a reserva de emergência; 5) definir objetivos e metas; 6) investir com critério; 7) proteger com seguros e previdência; 8) revisar. Cada etapa abaixo traz o primeiro passo e onde continuar.

O que é educação financeira

O Banco Central trata a educação financeira como o meio de promover comportamentos que levam ao bem-estar financeiro: o estado em que a pessoa consegue pagar as contas, ter uma reserva para despesas inesperadas, guardar para projetos e sonhos que dependem de dinheiro e se sentir satisfeita e segura com a própria vida financeira. Adaptando uma nota do G20 sobre o tema, ele descreve três situações:

Três situações de bem-estar financeiro, segundo o Banco Central
SituaçãoComo é
Em dificuldadeEndividado e sem reserva financeira
Em equilíbrio, mas instávelConsegue pagar as contas, mas não tem reserva
Financeiramente saudávelPaga as contas, tem reserva e realiza projetos

A OCDE fala em letramento financeiro: a combinação de consciência, conhecimento, habilidades, atitudes e comportamentos necessários para decidir bem. A lição está na palavra: saber a conta não basta, é preciso agir. Na pesquisa brasileira a seguir, é justamente no comportamento que o país vai melhor.

Por que importa: o retrato do Brasil

Em 2023, o Banco Central e o FGC aplicaram no Brasil o questionário da OCDE e da sua rede internacional de educação financeira: 2.000 entrevistas com pessoas de 16 a 79 anos, em amostra representativa do país. Alguns resultados:

Letramento financeiro no Brasil: pesquisa do Banco Central e do FGC (2023)
IndicadorResultado
Pontuação média de letramento financeiro (escala de 0 a 100)59,6 (comportamento, 67,8; atitudes, 53,0; conhecimento, 53,0)
Anotam os próprios gastos54,9%
Fazem um plano para gerenciar receitas e despesas52,7%
Usam aplicativo ou ferramenta para acompanhar as despesas45,6%
Têm alguma meta financeira47,0%
Disseram que nunca ou raramente sobra dinheiro no fim do mês44,8%
Perceberam, nos 12 meses anteriores, que a renda não cobria o custo de vida64,2%
Acertaram a questão de cálculo de juros simples14,3%

O retrato é misto. A maioria diz pagar as contas em dia (81,8% sempre ou frequentemente), mas pouco mais da metade planeja, menos da metade tem meta e a matemática dos juros é um ponto fraco. O relatório conclui que há espaço para melhorar, em especial entre mulheres, idosos e pessoas de baixa renda.

A política pública: a ENEF

O Decreto 10.393, de 9 de junho de 2020, instituiu a nova Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), com a finalidade de promover a educação financeira, securitária, previdenciária e fiscal no país, e o Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF), que reúne o Banco Central, a CVM, a Susep, o Tesouro Nacional, órgãos de previdência, a Secretaria Nacional do Consumidor e o Ministério da Educação. O material oficial gratuito vem desses órgãos; a lista está no fim deste guia.

As 8 etapas, na ordem certa

A ordem importa porque cada etapa libera a seguinte: sem saber para onde vai o dinheiro, não há orçamento; sem orçamento, não sobra para a reserva; sem reserva, o imprevisto vira dívida.

Resumo das oito etapas da educação financeira
EtapaPergunta que respondePrimeiro passoContinue em
1. DiagnosticarPara onde vai o meu dinheiro?Somar dois ou três meses de extratos e faturas por categoriaPlanilha de controle financeiro
2. OrçamentoQuanto posso gastar em cada coisa?Manter as despesas abaixo das receitas e separar a poupança quando o dinheiro entraRegra 50/30/20
3. Dívidas carasQuanto devo e a que custo?Listar valores, prazos e juros e parar de criar dívida novaComo sair das dívidas
4. ReservaE se a renda parar?Definir a meta em meses de gastos essenciaisReserva de emergência
5. MetasPara que estou guardando?Dar nome, valor e prazo a cada objetivoJuros compostos
6. InvestirOnde aplicar sem passar do risco que aguento?Conhecer liquidez, risco e rentabilidade, o seu perfil e o prazoCDB e CDI
7. ProtegerE se algo grave acontecer?Listar os riscos e escolher entre prevenir, reservar e segurarIndependência financeira
8. RevisarO plano ainda faz sentido?Revisar o orçamento todo mês e as metas todo anoComo juntar dinheiro

1. Descubra para onde vai o dinheiro

O Banco Central começa o orçamento pelo registro de tudo o que se ganha e se gasta. Separe receitas e despesas fixas (as que não variam, como aluguel e salário) das variáveis (como luz e comissões), e lembre dos compromissos sazonais, como IPTU e matrículas, e dos já assumidos, como parcelas e faturas. Anote os gastos de preferência todos os dias e guarde os comprovantes. Na pesquisa de 2023, só 54,9% anotavam o que gastavam.

Primeiro passo: some dois ou três meses de extrato e fatura por categoria. A planilha gratuita e o app de controle financeiro fazem essa conta.

2. Monte um orçamento

Orçamento é a ferramenta que compara receitas e despesas. A regra de ouro do Banco Central é mantê-lo superavitário: despesas menores que receitas, porque a sobra vira poupança. O método tem quatro etapas: planejamento, registro, agrupamento por categoria e avaliação (o orçamento foi superavitário, neutro ou deficitário? os gastos refletem as suas prioridades?).

A recomendação central é pagar-se primeiro: separar a poupança no dia em que o dinheiro entra, de preferência por transferência automática. Se mora com mais gente, envolva a casa toda: o Banco Central diz que buscar limites em conjunto costuma dar melhores resultados do que impor limites. A regra 50/30/20 serve de régua.

3. Saia das dívidas caras

O crédito antecipa o consumo e cobra juros por isso, e o Banco Central alerta que o “crédito fácil” costuma ter as maiores taxas. Para sair do aperto, ele propõe: mapear as dívidas (valores, prazos e juros), não fazer dívidas novas, renegociar (inclusive pela portabilidade do crédito), cortar desperdícios e supérfluos, gerar renda extra se for preciso e buscar ajuda, de preferência sem custo. Ao comparar propostas, olhe o Custo Efetivo Total (CET), que soma juros, tarifas, impostos e encargos, e não só a parcela. O passo a passo está em Como sair das dívidas.

4. Forme a reserva de emergência

A reserva é o dinheiro separado para quando a renda cair ou algo urgente acontecer. As fontes oficiais citam de 3 a 6 meses dos gastos essenciais (Caixa e livro de planejamento financeiro da CVM) e de 6 a 12 meses (Portal do Investidor, da CVM), com mais meses para quem tem renda instável. O dinheiro deve ficar em aplicação de baixo risco e liquidez diária. Primeiro passo: a meta de um mês de gastos. A calculadora de reserva de emergência mostra a meta em reais e em quantos meses você chega lá.

5. Dê nome ao dinheiro: objetivos e metas

O Banco Central distingue sonho (o desejo) de projeto (o sonho no papel) e propõe cinco passos: saber exatamente aonde quer chegar, estabelecer metas claras, internalizar a visão de futuro, criar etapas intermediárias e comemorá-las. O exemplo do caderno é uma moto de R$ 24 mil: poupando R$ 1.000 por mês em uma aplicação de alta liquidez e segurança que renda 0,5% ao mês, o dinheiro sai em 23 meses. Na pesquisa de 2023, 47,0% tinham alguma meta financeira. Primeiro passo: escreva cada objetivo com valor e prazo. A seção “Quanto guardar por mês” da calculadora de juros compostos faz a conta de trás para frente.

6. Invista com critério

O Banco Central diferencia poupança (a sobra, resultado de poupar), investimento (aplicar o que se poupou esperando uma remuneração) e caderneta de poupança (um produto entre vários). Todo investimento tem liquidez, risco e rentabilidade, e os três nunca são ótimos ao mesmo tempo: quem promete isso merece desconfiança.

Antes de aplicar, conheça o seu perfil (conservador, moderado ou arrojado), o objetivo e o prazo; confira se a instituição é autorizada pelo Banco Central e se o fundo é autorizado pela CVM; leia o regulamento; veja o rendimento líquido, depois de taxas e impostos; e diversifique. O Banco Central avisa que apostas e bets não são investimento e que criptomoedas não são emitidas nem garantidas por ele e podem oscilar muito. Este guia não indica produtos. Para simular, use a calculadora de juros compostos ou a calculadora de CDB e CDI.

7. Proteja-se e planeje o futuro

O Banco Central lista quatro respostas ao risco: não fazer nada, prevenir, manter uma reserva e contratar um seguro, e elas se combinam. O seguro tem custo, vale só para o risco contratado, e contratar ou não é escolha pessoal; confira se a seguradora é autorizada pela Susep. Quanto aos golpes, o Banco Central orienta não clicar em links recebidos, acessar o site oficial digitando o endereço e desconfiar de preços muito abaixo do mercado.

Na aposentadoria, o sistema tem o INSS (para quem trabalha com carteira assinada e para autônomos), os regimes próprios de servidores e a previdência complementar, que é opcional. Seja qual for o regime, confira se ele cobre o seu projeto de vida e, se não cobrir, complemente. A esperança de vida ao nascer no Brasil era de 76,6 anos em 2024, segundo o IBGE, o que pede um planejamento de longo prazo. Para a aposentadoria por investimentos, veja a calculadora de independência financeira; para a do INSS, o serviço Simular Aposentadoria, do Meu INSS.

8. Revise

Plano que não é revisto envelhece. Todo mês, compare o que planejou com o que gastou, como na etapa de avaliação do orçamento. Todo ano, ou sempre que a renda ou os gastos mudarem, atualize a reserva e as metas. Quando entrar uma renda extra, decida antes de gastar: reserva, dívida ou meta. A CVM sugere usar a tecnologia a favor, com planilhas e aplicativos que programam lembretes. O guia como juntar dinheiro reúne estratégias para manter o ritmo.

Erros comuns de quem está começando

  • Investir antes de organizar o orçamento. A poupança nasce da sobra; sem saber quanto sobra, o investimento vira promessa.
  • Tratar desejo como necessidade. O Banco Central diz que desejos não são ruins, mas viram problema quando tratados como necessidade: eles são ilimitados, e os recursos não.
  • Esquecer as despesas sazonais. Muitos “imprevistos” são IPTU, IPVA, matrícula e datas comemorativas que ficaram fora do orçamento.
  • Olhar só a parcela. Compare o CET: uma taxa de juros menor pode vir com encargos que deixam o custo total maior.
  • Acreditar em retorno alto sem risco. Promessas muito acima do mercado muitas vezes estão ligadas a fraude, alerta a CVM.
  • Achar que já sabe tudo. O Banco Central observa que é comum achar que sabemos mais sobre o uso do dinheiro do que realmente sabemos.

Educação financeira nas escolas, para crianças e adolescentes

A Base Nacional Comum Curricular inclui a educação financeira como tema transversal obrigatório, a ser integrado às outras disciplinas. O Banco Central, com a Universidade Federal de Juiz de Fora, criou o programa Aprender Valor e uma matriz de competências para o ensino fundamental, revista em 2024. Segundo a OCDE, o programa chegou a mais da metade dos municípios e a cerca de um quarto (23%) das escolas públicas, que aderem de forma voluntária. A matriz tem oito unidades temáticas, com complexidade crescente:

O que a matriz do Banco Central trabalha em cada fase do ensino fundamental
FaseTemas
Anos iniciais (1º ao 5º ano)Função do dinheiro, troco e desconto; poupar como juntar, com o cofrinho; pesquisa de preços e consumo consciente; planejamento e orçamento da família. A partir do 3º ano, crédito, endividamento, trabalho e renda; a partir do 4º, o sistema financeiro e a defesa do consumidor.
Anos finais (6º ao 9º ano)Influência da publicidade nas escolhas de consumo; tipos de crédito, juros, taxas e prazos; diferença entre poupar e investir e resiliência financeira; desigualdades econômicas e empreendedorismo; golpes, proteção de dados no mundo digital e seguros.

Em casa, o Banco Central dá uma dica simples: ao levar crianças ao supermercado, combine antes o que será comprado, uma oportunidade de educar financeiramente os filhos. O Portal do Investidor, da CVM, também tem seções de educação financeira para crianças e jovens, com histórias em quadrinhos e conteúdos para a escola.

Entre os jovens, o desafio é grande. No PISA 2022, da OCDE, 45,1% dos estudantes brasileiros de 15 anos ficaram abaixo do nível básico (Nível 2) de letramento financeiro, contra 17,9% na média da OCDE; a pontuação média do Brasil foi de 416 pontos, contra 498. Quem fica nesse grupo consegue, no máximo, reconhecer a diferença entre necessidade e desejo, tomar decisões simples sobre gastos do dia a dia e entender a função de um documento financeiro comum, como uma fatura.

Glossário: 15 termos que você vai encontrar

Glossário de educação financeira
TermoO que significa
JurosO preço do dinheiro no tempo: quem toma emprestado paga, quem aplica recebe. O Banco Central os compara a um aluguel.
Juros compostosJuros calculados sobre o valor inicial mais os juros já acumulados, os “juros sobre juros”. Valem para investimentos e para dívidas.
InflaçãoAumento persistente e generalizado dos preços: o mesmo dinheiro compra menos. No Brasil, é medida pelo IPCA, e o Banco Central persegue uma meta para ela.
Juro realO rendimento depois de descontar a inflação: (1 + nominal) ÷ (1 + inflação) − 1. Um rendimento de 10% com inflação de 4,26% (o IPCA de 2025) equivale a 5,51% reais.
SelicA taxa básica de juros da economia, que influencia empréstimos, financiamentos e aplicações. Sua meta é definida pelo Copom, do Banco Central, e é o principal instrumento para controlar a inflação.
CDITaxa média dos empréstimos entre bancos. Muitos investimentos de renda fixa pós-fixados acompanham a variação do CDI, ou da Selic.
Renda fixa e renda variávelNa renda fixa, a remuneração segue uma regra definida na aplicação (taxa prefixada ou indexador) e o risco costuma ser menor, mas existe. Na renda variável, como as ações, a remuneração não pode ser dimensionada de antemão: risco e retorno esperado são maiores.
LiquidezA facilidade de transformar um ativo em dinheiro. Fundos de renda fixa com resgate imediato têm alta liquidez; um imóvel, baixa.
RiscoA probabilidade de ocorrerem perdas em um investimento. Quanto maior o risco, maior a chance de perder dinheiro.
RentabilidadeO retorno, a remuneração do investimento. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
DiversificaçãoDistribuir as aplicações entre investimentos de características diferentes, em vez de concentrar tudo em um só: não colocar todos os ovos no mesmo cesto, como diz o Banco Central.
CETCusto Efetivo Total: quanto um empréstimo ou financiamento custa de fato, somando juros, tarifas, impostos e outros encargos. Permite comparar propostas.
Score de créditoA nota ou pontuação de crédito, elaborada com base nas informações de pagamento guardadas em bancos de dados de crédito. A Lei 12.414/2011 garante ao cadastrado acesso gratuito às suas informações, inclusive à nota, e proíbe usar dados como origem social ou étnica, saúde e sexo no cálculo.
FGCO Fundo Garantidor de Créditos protege depositantes e investidores se uma instituição associada for liquidada ou sofrer intervenção do Banco Central: até R$ 250.000 por pessoa e por instituição (ou conglomerado), em depósitos, poupança, CDB, LCI e LCA, entre outros. Cotas de fundos de investimento não são cobertas.
Reserva de emergênciaDinheiro separado para pagar os gastos essenciais se a renda cair ou surgir um imprevisto, em aplicação de baixo risco e liquidez diária. A calculadora de reserva de emergência mostra a meta.

Fontes oficiais gratuitas para continuar estudando

  • Banco Central, Portal Cidadania Financeira: o Caderno de Educação Financeira, com seis módulos e exercícios. A Calculadora do Cidadão, gratuita, foi usada pelo próprio Banco Central nos exemplos de juros do caderno.
  • Banco Central, Aprender Valor: o programa para escolas, com a matriz de competências e material para professores.
  • CVM, Portal do Investidor e CVM Educacional: livros gratuitos da série TOP, como o de Planejamento Financeiro Pessoal, e conteúdos para crianças e jovens.
  • B3, B3 Educação: cursos gratuitos, com cadastro gratuito, sobre organização, planejamento e tipos de investimento.
  • Tesouro Nacional, Tesouro Direto: simuladores e respostas às dúvidas frequentes sobre os títulos públicos.
  • Consumidor.gov.br e Procon: o primeiro é um serviço público para resolver conflitos de consumo diretamente com a empresa, pela internet; o Procon do seu estado ou município (como o Procon-SP) atende e orienta o consumidor.
  • Aposentadoria e seguros: Simular Aposentadoria, no Meu INSS, para a do INSS; Susep, para conferir seguradoras; e FGC, para saber quais produtos têm garantia.

Como o Theros ajuda a pôr isso em prática

O Theros transforma as etapas em rotina. Você registra os gastos por texto, voz ou foto da nota, e eles são categorizados; o orçamento por categoria com alertas mostra quanto já foi usado e avisa quando o limite se aproxima; as metas acompanham os aportes; a projeção do saldo mostra como o mês deve fechar; e os cartões e faturas ficam no mesmo lugar. O Theros não faz conexão automática com bancos e não recomenda investimentos. O plano Free é grátis para sempre, e há 7 dias de Pro grátis no primeiro acesso.

Comece pela etapa 1: registre os gastos do mês e veja para onde vai o seu dinheiro.

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Fontes e referências

Todas consultadas em 5 de outubro de 2026.

Conteúdo informativo e geral; não substitui orientação financeira profissional. Os dados e as regras citados foram conferidos nas fontes acima em outubro de 2026.

Perguntas frequentes

O que é educação financeira?

É o conjunto de conhecimentos, atitudes e hábitos que ajudam a decidir bem sobre o dinheiro. Para o Banco Central, é o meio de promover comportamentos que levam ao bem-estar financeiro: conseguir pagar as contas, ter reserva para imprevistos, guardar para os projetos e se sentir seguro com a própria vida financeira.

Por onde começar a educação financeira?

Pelo diagnóstico: descubra quanto entra, quanto sai e para onde vai o dinheiro, somando dois ou três meses de extratos e faturas. Só depois vêm o orçamento, a saída das dívidas caras, a reserva de emergência, as metas e os investimentos. Começar por investir sem saber o que sobra costuma travar.

Educação financeira é só aprender a investir?

Não. Investir é uma das oito etapas e vem depois de organizar o orçamento, controlar as dívidas e formar a reserva. O Caderno de Educação Financeira do Banco Central cobre ainda o relacionamento com o dinheiro, o uso do crédito, o consumo consciente, a prevenção de riscos e o planejamento da aposentadoria.

O que fazer primeiro: quitar dívidas ou investir?

Depende do custo. Juros de cartão rotativo e cheque especial costumam ser maiores do que qualquer rendimento, e o Banco Central recomenda usar o que sobra do orçamento para pagar as dívidas primeiro. Mantenha uma pequena reserva para não voltar a se endividar e só depois invista. O guia de como sair das dívidas detalha a ordem.

Educação financeira é obrigatória nas escolas?

A Base Nacional Comum Curricular inclui a educação financeira como tema transversal obrigatório, a ser integrado às outras disciplinas, segundo o relatório do PISA 2022 da OCDE. O Banco Central oferece o programa Aprender Valor para apoiar as escolas, mas a adesão das escolas é voluntária: segundo a OCDE, cerca de um quarto (23%) das escolas públicas de ensino fundamental e médio participava.

Existe curso gratuito de educação financeira?

Sim. O Banco Central mantém o Portal Cidadania Financeira, com o Caderno de Educação Financeira; a CVM tem livros gratuitos no Portal do Investidor; a B3 Educação oferece cursos gratuitos com cadastro gratuito; e o Tesouro Direto traz simuladores e respostas às dúvidas mais comuns. Os links estão na seção de fontes oficiais gratuitas desta página.

Preciso ganhar muito para começar?

Não. A regra básica do Banco Central é gastar menos do que se recebe, e a Caixa mostra que dá para começar a guardar com R$ 20, R$ 50 ou R$ 100 por mês: o que conta é a regularidade. O que muda com a renda é o tamanho das metas, não a ordem das etapas.

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