Neste guia
- O que é educação financeira
- Por que importa: o retrato do Brasil
- A política pública: a ENEF
- As 8 etapas, na ordem certa
- Erros comuns de quem está começando
- Educação financeira nas escolas, para crianças e adolescentes
- Glossário: 15 termos que você vai encontrar
- Fontes oficiais gratuitas para continuar estudando
- Como o Theros ajuda a pôr isso em prática
- Fontes e referências
- Perguntas frequentes
O que é educação financeira
O Banco Central trata a educação financeira como o meio de promover comportamentos que levam ao bem-estar financeiro: o estado em que a pessoa consegue pagar as contas, ter uma reserva para despesas inesperadas, guardar para projetos e sonhos que dependem de dinheiro e se sentir satisfeita e segura com a própria vida financeira. Adaptando uma nota do G20 sobre o tema, ele descreve três situações:
| Situação | Como é |
|---|---|
| Em dificuldade | Endividado e sem reserva financeira |
| Em equilíbrio, mas instável | Consegue pagar as contas, mas não tem reserva |
| Financeiramente saudável | Paga as contas, tem reserva e realiza projetos |
A OCDE fala em letramento financeiro: a combinação de consciência, conhecimento, habilidades, atitudes e comportamentos necessários para decidir bem. A lição está na palavra: saber a conta não basta, é preciso agir. Na pesquisa brasileira a seguir, é justamente no comportamento que o país vai melhor.
Por que importa: o retrato do Brasil
Em 2023, o Banco Central e o FGC aplicaram no Brasil o questionário da OCDE e da sua rede internacional de educação financeira: 2.000 entrevistas com pessoas de 16 a 79 anos, em amostra representativa do país. Alguns resultados:
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Pontuação média de letramento financeiro (escala de 0 a 100) | 59,6 (comportamento, 67,8; atitudes, 53,0; conhecimento, 53,0) |
| Anotam os próprios gastos | 54,9% |
| Fazem um plano para gerenciar receitas e despesas | 52,7% |
| Usam aplicativo ou ferramenta para acompanhar as despesas | 45,6% |
| Têm alguma meta financeira | 47,0% |
| Disseram que nunca ou raramente sobra dinheiro no fim do mês | 44,8% |
| Perceberam, nos 12 meses anteriores, que a renda não cobria o custo de vida | 64,2% |
| Acertaram a questão de cálculo de juros simples | 14,3% |
O retrato é misto. A maioria diz pagar as contas em dia (81,8% sempre ou frequentemente), mas pouco mais da metade planeja, menos da metade tem meta e a matemática dos juros é um ponto fraco. O relatório conclui que há espaço para melhorar, em especial entre mulheres, idosos e pessoas de baixa renda.
A política pública: a ENEF
O Decreto 10.393, de 9 de junho de 2020, instituiu a nova Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), com a finalidade de promover a educação financeira, securitária, previdenciária e fiscal no país, e o Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF), que reúne o Banco Central, a CVM, a Susep, o Tesouro Nacional, órgãos de previdência, a Secretaria Nacional do Consumidor e o Ministério da Educação. O material oficial gratuito vem desses órgãos; a lista está no fim deste guia.
As 8 etapas, na ordem certa
A ordem importa porque cada etapa libera a seguinte: sem saber para onde vai o dinheiro, não há orçamento; sem orçamento, não sobra para a reserva; sem reserva, o imprevisto vira dívida.
| Etapa | Pergunta que responde | Primeiro passo | Continue em |
|---|---|---|---|
| 1. Diagnosticar | Para onde vai o meu dinheiro? | Somar dois ou três meses de extratos e faturas por categoria | Planilha de controle financeiro |
| 2. Orçamento | Quanto posso gastar em cada coisa? | Manter as despesas abaixo das receitas e separar a poupança quando o dinheiro entra | Regra 50/30/20 |
| 3. Dívidas caras | Quanto devo e a que custo? | Listar valores, prazos e juros e parar de criar dívida nova | Como sair das dívidas |
| 4. Reserva | E se a renda parar? | Definir a meta em meses de gastos essenciais | Reserva de emergência |
| 5. Metas | Para que estou guardando? | Dar nome, valor e prazo a cada objetivo | Juros compostos |
| 6. Investir | Onde aplicar sem passar do risco que aguento? | Conhecer liquidez, risco e rentabilidade, o seu perfil e o prazo | CDB e CDI |
| 7. Proteger | E se algo grave acontecer? | Listar os riscos e escolher entre prevenir, reservar e segurar | Independência financeira |
| 8. Revisar | O plano ainda faz sentido? | Revisar o orçamento todo mês e as metas todo ano | Como juntar dinheiro |
1. Descubra para onde vai o dinheiro
O Banco Central começa o orçamento pelo registro de tudo o que se ganha e se gasta. Separe receitas e despesas fixas (as que não variam, como aluguel e salário) das variáveis (como luz e comissões), e lembre dos compromissos sazonais, como IPTU e matrículas, e dos já assumidos, como parcelas e faturas. Anote os gastos de preferência todos os dias e guarde os comprovantes. Na pesquisa de 2023, só 54,9% anotavam o que gastavam.
Primeiro passo: some dois ou três meses de extrato e fatura por categoria. A planilha gratuita e o app de controle financeiro fazem essa conta.
2. Monte um orçamento
Orçamento é a ferramenta que compara receitas e despesas. A regra de ouro do Banco Central é mantê-lo superavitário: despesas menores que receitas, porque a sobra vira poupança. O método tem quatro etapas: planejamento, registro, agrupamento por categoria e avaliação (o orçamento foi superavitário, neutro ou deficitário? os gastos refletem as suas prioridades?).
A recomendação central é pagar-se primeiro: separar a poupança no dia em que o dinheiro entra, de preferência por transferência automática. Se mora com mais gente, envolva a casa toda: o Banco Central diz que buscar limites em conjunto costuma dar melhores resultados do que impor limites. A regra 50/30/20 serve de régua.
3. Saia das dívidas caras
O crédito antecipa o consumo e cobra juros por isso, e o Banco Central alerta que o “crédito fácil” costuma ter as maiores taxas. Para sair do aperto, ele propõe: mapear as dívidas (valores, prazos e juros), não fazer dívidas novas, renegociar (inclusive pela portabilidade do crédito), cortar desperdícios e supérfluos, gerar renda extra se for preciso e buscar ajuda, de preferência sem custo. Ao comparar propostas, olhe o Custo Efetivo Total (CET), que soma juros, tarifas, impostos e encargos, e não só a parcela. O passo a passo está em Como sair das dívidas.
4. Forme a reserva de emergência
A reserva é o dinheiro separado para quando a renda cair ou algo urgente acontecer. As fontes oficiais citam de 3 a 6 meses dos gastos essenciais (Caixa e livro de planejamento financeiro da CVM) e de 6 a 12 meses (Portal do Investidor, da CVM), com mais meses para quem tem renda instável. O dinheiro deve ficar em aplicação de baixo risco e liquidez diária. Primeiro passo: a meta de um mês de gastos. A calculadora de reserva de emergência mostra a meta em reais e em quantos meses você chega lá.
5. Dê nome ao dinheiro: objetivos e metas
O Banco Central distingue sonho (o desejo) de projeto (o sonho no papel) e propõe cinco passos: saber exatamente aonde quer chegar, estabelecer metas claras, internalizar a visão de futuro, criar etapas intermediárias e comemorá-las. O exemplo do caderno é uma moto de R$ 24 mil: poupando R$ 1.000 por mês em uma aplicação de alta liquidez e segurança que renda 0,5% ao mês, o dinheiro sai em 23 meses. Na pesquisa de 2023, 47,0% tinham alguma meta financeira. Primeiro passo: escreva cada objetivo com valor e prazo. A seção “Quanto guardar por mês” da calculadora de juros compostos faz a conta de trás para frente.
6. Invista com critério
O Banco Central diferencia poupança (a sobra, resultado de poupar), investimento (aplicar o que se poupou esperando uma remuneração) e caderneta de poupança (um produto entre vários). Todo investimento tem liquidez, risco e rentabilidade, e os três nunca são ótimos ao mesmo tempo: quem promete isso merece desconfiança.
Antes de aplicar, conheça o seu perfil (conservador, moderado ou arrojado), o objetivo e o prazo; confira se a instituição é autorizada pelo Banco Central e se o fundo é autorizado pela CVM; leia o regulamento; veja o rendimento líquido, depois de taxas e impostos; e diversifique. O Banco Central avisa que apostas e bets não são investimento e que criptomoedas não são emitidas nem garantidas por ele e podem oscilar muito. Este guia não indica produtos. Para simular, use a calculadora de juros compostos ou a calculadora de CDB e CDI.
7. Proteja-se e planeje o futuro
O Banco Central lista quatro respostas ao risco: não fazer nada, prevenir, manter uma reserva e contratar um seguro, e elas se combinam. O seguro tem custo, vale só para o risco contratado, e contratar ou não é escolha pessoal; confira se a seguradora é autorizada pela Susep. Quanto aos golpes, o Banco Central orienta não clicar em links recebidos, acessar o site oficial digitando o endereço e desconfiar de preços muito abaixo do mercado.
Na aposentadoria, o sistema tem o INSS (para quem trabalha com carteira assinada e para autônomos), os regimes próprios de servidores e a previdência complementar, que é opcional. Seja qual for o regime, confira se ele cobre o seu projeto de vida e, se não cobrir, complemente. A esperança de vida ao nascer no Brasil era de 76,6 anos em 2024, segundo o IBGE, o que pede um planejamento de longo prazo. Para a aposentadoria por investimentos, veja a calculadora de independência financeira; para a do INSS, o serviço Simular Aposentadoria, do Meu INSS.
8. Revise
Plano que não é revisto envelhece. Todo mês, compare o que planejou com o que gastou, como na etapa de avaliação do orçamento. Todo ano, ou sempre que a renda ou os gastos mudarem, atualize a reserva e as metas. Quando entrar uma renda extra, decida antes de gastar: reserva, dívida ou meta. A CVM sugere usar a tecnologia a favor, com planilhas e aplicativos que programam lembretes. O guia como juntar dinheiro reúne estratégias para manter o ritmo.
Erros comuns de quem está começando
- Investir antes de organizar o orçamento. A poupança nasce da sobra; sem saber quanto sobra, o investimento vira promessa.
- Tratar desejo como necessidade. O Banco Central diz que desejos não são ruins, mas viram problema quando tratados como necessidade: eles são ilimitados, e os recursos não.
- Esquecer as despesas sazonais. Muitos “imprevistos” são IPTU, IPVA, matrícula e datas comemorativas que ficaram fora do orçamento.
- Olhar só a parcela. Compare o CET: uma taxa de juros menor pode vir com encargos que deixam o custo total maior.
- Acreditar em retorno alto sem risco. Promessas muito acima do mercado muitas vezes estão ligadas a fraude, alerta a CVM.
- Achar que já sabe tudo. O Banco Central observa que é comum achar que sabemos mais sobre o uso do dinheiro do que realmente sabemos.
Educação financeira nas escolas, para crianças e adolescentes
A Base Nacional Comum Curricular inclui a educação financeira como tema transversal obrigatório, a ser integrado às outras disciplinas. O Banco Central, com a Universidade Federal de Juiz de Fora, criou o programa Aprender Valor e uma matriz de competências para o ensino fundamental, revista em 2024. Segundo a OCDE, o programa chegou a mais da metade dos municípios e a cerca de um quarto (23%) das escolas públicas, que aderem de forma voluntária. A matriz tem oito unidades temáticas, com complexidade crescente:
| Fase | Temas |
|---|---|
| Anos iniciais (1º ao 5º ano) | Função do dinheiro, troco e desconto; poupar como juntar, com o cofrinho; pesquisa de preços e consumo consciente; planejamento e orçamento da família. A partir do 3º ano, crédito, endividamento, trabalho e renda; a partir do 4º, o sistema financeiro e a defesa do consumidor. |
| Anos finais (6º ao 9º ano) | Influência da publicidade nas escolhas de consumo; tipos de crédito, juros, taxas e prazos; diferença entre poupar e investir e resiliência financeira; desigualdades econômicas e empreendedorismo; golpes, proteção de dados no mundo digital e seguros. |
Em casa, o Banco Central dá uma dica simples: ao levar crianças ao supermercado, combine antes o que será comprado, uma oportunidade de educar financeiramente os filhos. O Portal do Investidor, da CVM, também tem seções de educação financeira para crianças e jovens, com histórias em quadrinhos e conteúdos para a escola.
Entre os jovens, o desafio é grande. No PISA 2022, da OCDE, 45,1% dos estudantes brasileiros de 15 anos ficaram abaixo do nível básico (Nível 2) de letramento financeiro, contra 17,9% na média da OCDE; a pontuação média do Brasil foi de 416 pontos, contra 498. Quem fica nesse grupo consegue, no máximo, reconhecer a diferença entre necessidade e desejo, tomar decisões simples sobre gastos do dia a dia e entender a função de um documento financeiro comum, como uma fatura.
Glossário: 15 termos que você vai encontrar
| Termo | O que significa |
|---|---|
| Juros | O preço do dinheiro no tempo: quem toma emprestado paga, quem aplica recebe. O Banco Central os compara a um aluguel. |
| Juros compostos | Juros calculados sobre o valor inicial mais os juros já acumulados, os “juros sobre juros”. Valem para investimentos e para dívidas. |
| Inflação | Aumento persistente e generalizado dos preços: o mesmo dinheiro compra menos. No Brasil, é medida pelo IPCA, e o Banco Central persegue uma meta para ela. |
| Juro real | O rendimento depois de descontar a inflação: (1 + nominal) ÷ (1 + inflação) − 1. Um rendimento de 10% com inflação de 4,26% (o IPCA de 2025) equivale a 5,51% reais. |
| Selic | A taxa básica de juros da economia, que influencia empréstimos, financiamentos e aplicações. Sua meta é definida pelo Copom, do Banco Central, e é o principal instrumento para controlar a inflação. |
| CDI | Taxa média dos empréstimos entre bancos. Muitos investimentos de renda fixa pós-fixados acompanham a variação do CDI, ou da Selic. |
| Renda fixa e renda variável | Na renda fixa, a remuneração segue uma regra definida na aplicação (taxa prefixada ou indexador) e o risco costuma ser menor, mas existe. Na renda variável, como as ações, a remuneração não pode ser dimensionada de antemão: risco e retorno esperado são maiores. |
| Liquidez | A facilidade de transformar um ativo em dinheiro. Fundos de renda fixa com resgate imediato têm alta liquidez; um imóvel, baixa. |
| Risco | A probabilidade de ocorrerem perdas em um investimento. Quanto maior o risco, maior a chance de perder dinheiro. |
| Rentabilidade | O retorno, a remuneração do investimento. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. |
| Diversificação | Distribuir as aplicações entre investimentos de características diferentes, em vez de concentrar tudo em um só: não colocar todos os ovos no mesmo cesto, como diz o Banco Central. |
| CET | Custo Efetivo Total: quanto um empréstimo ou financiamento custa de fato, somando juros, tarifas, impostos e outros encargos. Permite comparar propostas. |
| Score de crédito | A nota ou pontuação de crédito, elaborada com base nas informações de pagamento guardadas em bancos de dados de crédito. A Lei 12.414/2011 garante ao cadastrado acesso gratuito às suas informações, inclusive à nota, e proíbe usar dados como origem social ou étnica, saúde e sexo no cálculo. |
| FGC | O Fundo Garantidor de Créditos protege depositantes e investidores se uma instituição associada for liquidada ou sofrer intervenção do Banco Central: até R$ 250.000 por pessoa e por instituição (ou conglomerado), em depósitos, poupança, CDB, LCI e LCA, entre outros. Cotas de fundos de investimento não são cobertas. |
| Reserva de emergência | Dinheiro separado para pagar os gastos essenciais se a renda cair ou surgir um imprevisto, em aplicação de baixo risco e liquidez diária. A calculadora de reserva de emergência mostra a meta. |
Fontes oficiais gratuitas para continuar estudando
- Banco Central, Portal Cidadania Financeira: o Caderno de Educação Financeira, com seis módulos e exercícios. A Calculadora do Cidadão, gratuita, foi usada pelo próprio Banco Central nos exemplos de juros do caderno.
- Banco Central, Aprender Valor: o programa para escolas, com a matriz de competências e material para professores.
- CVM, Portal do Investidor e CVM Educacional: livros gratuitos da série TOP, como o de Planejamento Financeiro Pessoal, e conteúdos para crianças e jovens.
- B3, B3 Educação: cursos gratuitos, com cadastro gratuito, sobre organização, planejamento e tipos de investimento.
- Tesouro Nacional, Tesouro Direto: simuladores e respostas às dúvidas frequentes sobre os títulos públicos.
- Consumidor.gov.br e Procon: o primeiro é um serviço público para resolver conflitos de consumo diretamente com a empresa, pela internet; o Procon do seu estado ou município (como o Procon-SP) atende e orienta o consumidor.
- Aposentadoria e seguros: Simular Aposentadoria, no Meu INSS, para a do INSS; Susep, para conferir seguradoras; e FGC, para saber quais produtos têm garantia.
Como o Theros ajuda a pôr isso em prática
O Theros transforma as etapas em rotina. Você registra os gastos por texto, voz ou foto da nota, e eles são categorizados; o orçamento por categoria com alertas mostra quanto já foi usado e avisa quando o limite se aproxima; as metas acompanham os aportes; a projeção do saldo mostra como o mês deve fechar; e os cartões e faturas ficam no mesmo lugar. O Theros não faz conexão automática com bancos e não recomenda investimentos. O plano Free é grátis para sempre, e há 7 dias de Pro grátis no primeiro acesso.
Comece pela etapa 1: registre os gastos do mês e veja para onde vai o seu dinheiro.
Baixar o Theros grátisFontes e referências
Todas consultadas em 5 de outubro de 2026.
- Banco Central do Brasil, Caderno de Educação Financeira: conteúdo básico, 2ª edição revisada, versão 2026.
- Banco Central do Brasil e FGC, Relatório de Letramento Financeiro (2023): metodologia OCDE/INFE, 2.000 entrevistas, de 13 de março a 12 de abril de 2023.
- OCDE, PISA 2022 Results (Volume IV): How Financially Smart Are Students? (2024), tabela IV.1 e quadro sobre o Brasil.
- Banco Central do Brasil, Matriz de Competências de Letramento Financeiro no Ensino Fundamental (Aprender Valor, 2024).
- Presidência da República, Decreto 10.393, de 9 de junho de 2020, e Lei 12.414, de 9 de junho de 2011, com as alterações da Lei Complementar 166/2019.
- CVM e Planejar, Planejamento Financeiro Pessoal, 2ª edição (2025); CVM, Portal do Investidor, Emergências e aposentadoria.
- IBGE, Tábuas Completas de Mortalidade para o Brasil, 2024; Banco Central do Brasil, Relatório de Política Monetária, março de 2026 (IPCA de 4,26% em 2025).
- Fundo Garantidor de Créditos, fgc.org.br (limite de R$ 250.000); Banco do Nordeste, Glossário do Investidor (Selic e CDI); Caixa, fundo de emergência.
- Consumidor.gov.br, Sobre o Serviço; Governo Federal, Simular Aposentadoria.
Conteúdo informativo e geral; não substitui orientação financeira profissional. Os dados e as regras citados foram conferidos nas fontes acima em outubro de 2026.
Perguntas frequentes
O que é educação financeira?
É o conjunto de conhecimentos, atitudes e hábitos que ajudam a decidir bem sobre o dinheiro. Para o Banco Central, é o meio de promover comportamentos que levam ao bem-estar financeiro: conseguir pagar as contas, ter reserva para imprevistos, guardar para os projetos e se sentir seguro com a própria vida financeira.
Por onde começar a educação financeira?
Pelo diagnóstico: descubra quanto entra, quanto sai e para onde vai o dinheiro, somando dois ou três meses de extratos e faturas. Só depois vêm o orçamento, a saída das dívidas caras, a reserva de emergência, as metas e os investimentos. Começar por investir sem saber o que sobra costuma travar.
Educação financeira é só aprender a investir?
Não. Investir é uma das oito etapas e vem depois de organizar o orçamento, controlar as dívidas e formar a reserva. O Caderno de Educação Financeira do Banco Central cobre ainda o relacionamento com o dinheiro, o uso do crédito, o consumo consciente, a prevenção de riscos e o planejamento da aposentadoria.
O que fazer primeiro: quitar dívidas ou investir?
Depende do custo. Juros de cartão rotativo e cheque especial costumam ser maiores do que qualquer rendimento, e o Banco Central recomenda usar o que sobra do orçamento para pagar as dívidas primeiro. Mantenha uma pequena reserva para não voltar a se endividar e só depois invista. O guia de como sair das dívidas detalha a ordem.
Educação financeira é obrigatória nas escolas?
A Base Nacional Comum Curricular inclui a educação financeira como tema transversal obrigatório, a ser integrado às outras disciplinas, segundo o relatório do PISA 2022 da OCDE. O Banco Central oferece o programa Aprender Valor para apoiar as escolas, mas a adesão das escolas é voluntária: segundo a OCDE, cerca de um quarto (23%) das escolas públicas de ensino fundamental e médio participava.
Existe curso gratuito de educação financeira?
Sim. O Banco Central mantém o Portal Cidadania Financeira, com o Caderno de Educação Financeira; a CVM tem livros gratuitos no Portal do Investidor; a B3 Educação oferece cursos gratuitos com cadastro gratuito; e o Tesouro Direto traz simuladores e respostas às dúvidas mais comuns. Os links estão na seção de fontes oficiais gratuitas desta página.
Preciso ganhar muito para começar?
Não. A regra básica do Banco Central é gastar menos do que se recebe, e a Caixa mostra que dá para começar a guardar com R$ 20, R$ 50 ou R$ 100 por mês: o que conta é a regularidade. O que muda com a renda é o tamanho das metas, não a ordem das etapas.